segunda-feira, 27 de junho de 2011

Danilo admite dificuldade para aceitar que é autor do histórico 'gol do tri'

Foi assim: aos 23 minutos do segundo tempo do jogo contra o Peñarol, quarta-feira passada, no Pacaembu, finalíssima da Taça Libertadores, Danilo recebeu um ótimo passe de Elano, pela direita. Ele dominou, cortou para dentro, tirando o marcador do caminho, e, com a chapa do pé esquerdo, acertou o canto do goleiro Sosa, que pulou, mas não conseguiu alcançar. O estádio explodiu. Era o segundo gol do Santos, que venceu por 2 a 1 e se tornou tricampeão continental - havia conquistado a América em 1962 e 63.
Ninguém tem dúvidas de que o volante santista, que atuou como lateral-direito na finalíssima, marcou o gol mais importante dos últimos 48 anos do Santos. Quer dizer, quase ninguém. O próprio jogador demonstra dificuldade para admitir que fez história.
Com apenas 19 anos, Danilo parece não ter percebido o tamanho do seu gesto. Ele se recusa a ser chamado de “herói do título”. Diz que a ficha não caiu. Prefere que os méritos pela conquista sejam divididos.
- Não sei se pode ser dada essa responsabilidade toda para mim, do gol do título. Eu prefiro que o crédito vá para todo mundo. Não nada sozinho. Enfim, acho que ainda não caiu a ficha de que eu fiz esse gol tão importante - comentou o jogador nesta segunda-feira, após os quatro dias de folga que os campeões ganharam para curtir e descansar.
Quando o repórter insiste e diz que Danilo não pode fugir da realidade, o jogador ri timidamente e comenta.
- É. Fiz o gol. Foi muito importante para mim e para o Santos. Mas esse título é de todos. Prefiro assim.

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